Fragmento

10:09 AM Edit This 0 Comments »


" (...) Faço discretamente coisas loucas; sou a única testemunha de minha loucura. O que o amor desnuda em mim é a energia. Tudo que faço tem um sentido (posso pois viver, sem gemer), mas esse sentido é uma finalidade inapreensível: nada mais é do que o sentido da minha força. (...)"
Fragmentos de um discurso amoroso - BARTES, Roland - 1977 (Fragmento sobre o Intratável)

Sexo frágil...

9:05 AM Edit This 0 Comments »

assim chamam as gazelas e moçoilas
dizem que são sensíveis
choronas, um pouco tolas

assim chamam...sexo frágil
tão frágil que enfrenta a dor do parto
cinco dias de mau humor
preconceitos e desfeitos

assim chamam Joana Darc
Frida Callo e tantas outras guerreiras
Aquelas que além da luta
foram mulheres, amantes, mães
e mais milhares de coisas que o outro sexo muitas vezes não venceu.

Mas são o sexo frágil,
aquele que quebra a unha,
que sofre por amor
que enfrenta a dor de cabeça erguida
e não baixa a cabeça mesmo que nela existam tentas preocupações

Aquele que aprende errando
que levanta do tombo
e segue caminhando

Sexo frágil,
brigou por espaço
fui fundo por um ideal


Vamos...

10:17 AM Edit This 0 Comments »

...plantar uma árvore,
escrever um livro,
viajar sem rumo
escutando Beatles 
e comendo chocolate??

Minutos Finais

9:48 PM Edit This 0 Comments »
 Há quanto tempo ando sem saber por quê? Meus motivos são mais fortes que meu próprio viver. Dentro do céu da terra e do mar, sou eu quem caminha, quem sem rumo segue  a trilha de um infinito desconhecer.

   E ao cair da madrugada pensamentos, suspiros e frases recitadas, com o único propósito de não fazer pouco caso dos sentimentos sólidos que desconheço em mim. Busco causas e respostas dentro de um copo que transborda máguas e lágrimas que ainda tento entender. E pouco tempo me resta, tremo, e me soa a testa, estou perto do fim!

   Há quanto tempo estou aqui, estou na espera? Espero a hora que, quimera, algo possa me levar. Falo com anjos imaginários que falam de "contos do vigário" aos quais me resta acreditar. Tenho as folhas espalhadas, meus rabiscos e trepadas dos quais insisto em recordar. Me sobrou a luz da lua, o som do vento na rua e a tristeza que me apavora.

   A quanto tempo me descobri? Por que não saio daqui? Se tanto caminho por que não chego? Onde ir?

   Sou um pássaro encarcerado, bato as asas desesperado com vontade de voar, mas por mais que tente, e tento, não saio do mesmo lugar.

   Agora menos ainda me resta, apenas minutos de cesta, dos quais eu temo não voltar. A quanto tempo me castigam, por mim mesma me desanimam, me roubam forças que carrego com o luar. Já nem sinto fome, e meu suicídio se dá por nomes que nem sei onde colocar.

   Estou indo, já sei, falo de mais, e minha morte é apenas algo que todos deixaram para trás. Inclusive eu que ressucitarei, que das cinzas e dos medos me reconstruirei. Meus caminhos não acabam, há quanto tempo eu os guardo? Nas caixas, nos cantos e no passado.
E passo despercebida quando deixo essa vida e vejo poucos por mim chorar.

   Agora, digo: -Adeus!- e o meu pranto se equivale a imensa vontade de ser um Deus. E das frases mal escritas, das noites mal dormidas, da esperança pouco dita levo somente o que era meu.

   Agora já não existo, sou igual a pedaços de vidro que nada fazem se não cortar. Corto o mau pela raíz, ouço tudo que ele diz, e diz ele que assim não terei mais poque chorar!

Sabedoria

8:57 AM Edit This 0 Comments »

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no Himalaya, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe:
— Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente saudades dos seus companheiros?
— É que quando estou perto de você, não sinto falta de nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos, apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não peça para mandá-los embora, pois são como crianças e sabem o quanto lhe amo.
— Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação.
Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde sentava para meditar. E sabia que fora pela meditação que conseguiu se transformar em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para meditar. Feliz, coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos companheiros. Mas não podemos nos esquecer de que quando Shiva medita, é impossível despertá-lo. E foi isso que aconteceu. Muito tempo se passou quando, finalmente, Shiva levantou-se da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito. E não ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E, no tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati. Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho enquanto Ganapati se mantinha perto do portão, aguardando sua mãe. Nesse instante, um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do portão.
Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. “Será que esta casa linda era mesmo a sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?”
— Deixe-me entrar! — disse Shiva, impaciente e descortês.
— Não — respondeu Ganapati — você não pode entrar!
Empurrando o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua mãe estava tomando banho, e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele correu e se postou à porta, de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras, e seu terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo, e em segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão. Ouvindo vozes e gritos, Parvati apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta, viu horrorizada o corpo do filho estendido sem cabeça; e em sua frente, o marido, que há tanto se fazia ausente. Shiva corre para abraçá-la; e ela, desviando-se do abraço, chora amargamente.
— Mas o que você fez? O que você fez? — Ela repetia, torcendo as mãos em desespero. — Este era o seu filho, e você o destruiu!
Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:
— Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado. Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:
— Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça?
Shiva tentou da melhor forma que podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já estava feito. E Parvati chorava muito… Então Shiva teve uma idéia: capturar o primeiro animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati; e naquele momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.
Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria. Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram a Parvati que perdoasse Shiva, pois ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o amariam pelo que ele era. Brahma prosseguiu:
— Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura.
Acrescenta, Vishnu: — Será o Deus que removerá todos os obstáculos, e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as novas empresas.
E foi assim que tudo aconteceu…

Queria dormir...

7:43 AM Edit This 0 Comments »

Perdi o sono
chamei por ti
chorei angustias, lamentações,
pesadelos que continuaram existindo
depois que acordei

Revirei os lençois,
me virei com o travesseiro
Deitei no chão
olhei as estrelas

Queria o escuro,
mas o sol já batia forte
Tentei fugir,
correr,
fingir que não existia

Mas o tempo não parou
a noite não voltou
E mais um dia
encarei
o que sempre parece igual.

Me falaram...

9:09 PM Edit This 0 Comments »
... de umas coisas sem sentido
fiquei me perguntando...onde fica o pé do ouvido??

Legado- de Lya Luft

5:06 PM Edit This 0 Comments »

Eu quero o delírio.
Eu sou assim.
Não pretendo a integração, mas a abertura e a busca.
Encontrar pode ser impossível ou desinteressante.
Quero o pressentimento: comprimir a tela do computador e explodir o ponto e arquear o contorno varando os limites que a vida há de preencher e o sonho tornará possível.

Quero o delírio que faça as utopias virem sentar-se
na minha varanda e escrever no meu computador
quando a Razão estiver cansada,
quando a técnica parecer frívola,
ou quando eu estiver descrente.
Posso lhes dizer que somos muitos: em cada um de nós outros esperam apenas o momento de saltar fora,
tirar a máscara e revelar o que talvez nos amedronte.
E diremos: - Mas isso, isso aí, também sou eu?


Preciso admitir que a ambivalência nos salva de morrermos na poeira da mesmice. Também admito que seria mais fácil ser sempre o mesmo, seria mais doce levantar a cada manhã sem o conflito e morrer enfim sem ter jamais duvidado.
Mas não é tão simples. Desculpem mas não somos só isso.
Posso falar por mim ao menos, esta que escreve de um jeito e vive de outro, pensa de um modo mas faz diferente, tendo a marca da incoerência na testa e no coração a miragem da explicação para todos os desencontros.

Escuto o meu interior, onde personagens e narrativas aguardam que eu lhes confira a sua falsa realidade. Não falo de personagens e frases apenas, mas da consciência que procura motivo e sentido.
Estou bem acompanhada, comigo estão meus irmãos, gente da minha raça, todos os que entendem que inventar ou constatar não faz a menor diferença. Somos os doidos, os palhaços, os atores de nossa própria vida: escrevemos com sangue - nas paredes, nas páginas e nas telas dos computadores: tudo só existe na medida em que o tiramos das nossa tripas e parimos do Nosso Sonho.

Mas também sou uma mulher do meu tempo, e dele
quero dar testemunho do jeito que posso: na elaboração das minhas fantasias, mas igualmente escrevendo sobre a dor e perplexidade, sobre a doença e a morte, a palavra na hora errada e o silêncio na hora em que teria sido melhor falar - mas a gente não sabia.
E escrevo sobre sermos responsáveis e inocentes
em relação ao que acontece e ao Legado que deixamos. A ambivalência que atormenta, por outro lado levanta a poeira da resignação - e faz aparecer o nosso rosto.
E nos salva.

Que saudade...

9:07 PM Edit This 1 Comment »


Sem palavras

10:27 PM Edit This 0 Comments »



Nada falo...
meu silêncio
vale mais que meus versos
que minhas pirações...

Abstrações lisérgicas
do cotidiano irreal
mensagens, mentiras
tocaram a campainha e sairam correndo....

Calarei minhas lágrimas
mas meus olhos não se fecharão
minha quietude não impede que eu grite
nem que escute

Ainda posso ver.....

Contradições

11:31 PM Edit This 0 Comments »
Meu inconscienciente consciente
 encontra-se num finito infinito
Onde tenho dito o que não disse
e enxergado o que não vejo.

Na estratosfera do viver espacial
meus passos não andam 
meus dias não passam
são casos que por acaso acontecem

Imaginando o irreal
realizo imagens concretas
de estradas retas
e curvas alinhavadas

Destorço o que posso
pra não torcer o que desgosto
e sinto um gosto amargo,
tão doce quanto sal....

De ontem em diante

11:54 PM Edit This 0 Comments »
De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde hoje, ontem e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho.
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do vercículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
A cerveja que bebo na padaria.
Meu banho no tanque?
É lavar meu carro com magueira
E e antes um pedaço de maça
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... Da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostáugia das besteiras que fizemos ontem

Grito na madrugada

11:22 PM Edit This 0 Comments »
Quer saber...
Não dá mais!
Vou sair daqui...
Não aguento mais!

Não aguento tanta fraquesa,
tanto medo,
tanta escuridão.

Já  não grito glória;
grito socorro
pois quanto chega a madrugada
vai embora o meu sono.

Estou só!
Não  é melancolia.
Sim, é agonia
que aflige o meu ser.

SOCORRO!
Alma aventura,
desta fria madrugada
que o sono roubou de mim.

Ora, leve-me contigo,
me tire do castigo
de ter que viver em perigo
de não mais viver.

Contas...

10:27 PM Edit This 0 Comments »
Nosso amor foi quente por dois verões.
Nos aqueceu nos invernos...
Colheu flores nas primaveras.
Agora, no outono....desabrochou!!!

2:04 PM Edit This 0 Comments »

Fico passando os olhos sobre as palavras confusas. Descubro que me descubro com a poesia. E descoberta sou livre...sendo assim...AMO. Choro com o som que toca, que passando os olhos encontrei. Me encanta. Sim...ele me encanta. E quando passo os olhos por ele vejo mais mil inspirações para o meu dia. 

7:10 PM Edit This 0 Comments »
Ver nada mais é do que imaginar. Ispiração. Aquilo que toca, que agrada. A simplicidade e silêncio, todos na mesma fala. Observar o mundo, cantos e esconderijos. Construção. Não há nada concreto entre realidade e ficção.

coragem

7:03 PM Edit This 0 Comments »
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Miedo que da miedo del miedo que da...


Pedro Guerra

Brinca

6:07 PM Edit This 0 Comments »
Brincando com os mistério, com as advinhações
brincando com o nada, com a dança das cosntelações
brincando com o perigo, o futuro impresivével
farças disfarçadas por encostas do invisível.
carnal venturoso veste o celo do mundo novo
lê as mensagens do universo
e brincando faz um verso.
brinca alma perambulante no fundo das minhas fantasias
descobre a verdadeira essência, descubra as minhas magias.

Deixe-me Fugir

6:05 PM Edit This 0 Comments »
"Deslocado para o mundo das palavras
fugitivo
eterno flutuante
agonizem vozes bizarras
deixe mergulhar na magia abundante

Hoje
de resgate
a poesia
Sofre
ainda existem letras
existe ainda melodia

destruam-se a vocês
insensatos
e terminem logo com a podridão
deixe que entram por inteiro
de alma e coração

Não segurem
não prendam
Apenas deixem
deixem que brinquem
deixem que aprendam

Não tire a vida de quem já morreu
infernize sozinho
no caminho que escolheu
E assim, devolve
tudo aquilo que se perdeu!"

Além da Poesia

6:03 PM Edit This 0 Comments »
A inconstância dos pensamentos
estado alterado
assim como as palavras que tenho escutado

Algo a mais
Algo além
A frieza da vida
A fraqueza do ser

Afundo
Afogo
A poesia
O verbo
Concordo

A frase
O adjunto
A face
O conjunto
Jogo...

As cartas na mesa
A incerteza
O aval da aceitação

No escuro também há luzes
Fugas disfarçadas
Novo amor
Novo tempo
Tudo ou nada
Um só....

Loucura X Genialidade

10:47 PM Edit This 0 Comments »






















O que diferencia o louco do gênio é a produção!

Casa de Orates - Psicodália 2009

Se eu fosse sambista

10:39 PM Edit This 0 Comments »

"Em uma roda de Samba lembrei de você
que perguntou se eu sabia sambar
então eu pensei que iria gostas de sentir
o samba raiz que estava a tocar...

Se eu fosse sambista fazia uma canção
Com cavaquinho, pandeiro, voz e violão
e te contava sem medo como bateu meu coração."

Boteco do Marinho - em algum sábado de março....

Enquanto não faço nada...

10:31 PM Edit This 0 Comments »
Meu coração palpita.
Meu pensamento viaja.
Na lembrança beijos, conversas, risadas...

Não foi escolha, foi conquista...
foi a cerveja que estava gelada
o gelo que escorregou....
sua boca que na minha encostou.

Pequenas coisas,
grandes significados...
Alguns momentos que para sempre estarão guardados.

Momentos

6:06 PM Edit This 0 Comments »











Poesias que minhas vida tece em papel crepom. Desenhando curvas de amizade e paixão, com traços incertos em linhas sem costura.
Palavreando imagens que registros não tiveram...sentimentos mais sinceros que descobriram a FELICIDADE.
Duvidosa como os passos do amanhã, como noites inacabáveis, como dias que não tem fim.
Meus olhos respingam as gotas da chuva e resplandessem o brilho do sol...arco-íris de lágrimas que colorem a face no silêncio secreto do coração.
O tempo parou para dizer que nunca acaba...repete versos sem nexo... se repete descompassado. Relógio sem hora espelho sem reflexo, apenas o concreto das edificações diárias. São as margens que outrora rabisquei, as águas que com sede bebi, as maçãs que, incensata, devorei.
Por um tris quizeram proibir que fosse verdade. Quantos minutos contam a espera dela? Que minutos são esses que não existem? Porque o que passa....passa, sem quantidade formada, algebra montada ou hora marcada para se revelar.
Foi...tudo que havia de ser...e haverá novas essências que exalarão o perfume das flores, o gosto das frutas, as sensações da alma. Doce cheiro que sinto, suave carinho que guardo, alegre sorrizo que celebro...AMOR.

3:30 PM Posted In Edit This 0 Comments »

Deitado em notas musicais sou levado até o pensamento onde te encntrava.
Já era noite e ainda faltavam ser completados alguns espaços para o filme recomeçar. As luzes amarelas alegravam o ar de boemia. Foi quando te abracei e nos sentimos lançados sobre um onírico trampolim gigante e mácio, que nos levou a viagem nas coloridas luzes do amor que, faceiro, saltitava como pulgas de alegria, perdidas no meio da natureza., irrigada pela energia das esferas siderais  que brilhavam em nossos olhos com o reflexo de nós dois. E de mãos dadas, as mãos com dedos lançados pela sorte que guarda segredos jamais atingidos, eu te amava.

As notas soavam e atrás das montanhas o sol vinha chegando. As luzes da boemia aos poucos foram sendo substituidas pelos suaves raios da manhã. As borboletas dançavam em nossa volta e os seus passos nos conduziam ao inigualável momento de perfeição. Em meu corpo dormente um frenesí de magia despertou minha paixão. E ali, deitada, com o cântico natural de uma flauta encantada eu vi fadas e jasmisns te carregando para mim. Na sorte do acaso que não tem explicação ficamos...de mãos atadas, a espera de um novo dia.

Foi assim...

2:40 PM Edit This 0 Comments »
Começou na quinta...virou sexta...sexta-feira santa, que para ser santa nem indo pra igreja a essa hora, quinze para as oito da manhã!! O ritimo da noite...animado...construtivo. Palavras nas mesas de bar, pessoas inesperadas surgem... e seguem as conversas com ares intelectuais. E assim vai sendo, nos andares e olhares, nas esquinas que passo, que tropeço mas não caio encontro os desencontros que nem pensava em recordar. Alguns loucos, algumas brigas...confusões da madrugada...Daquelas que vão sempre existir. Parei para olhar...no ar aquele clima de intriga, ansiedade, desejo e amizade. As vezes gosto...outras quero fugir!!! Mas sigo a lua até onde ela me seguir...