NO LIMITE POSSÍVEL

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"Você não me conhece
Eu tenho que gritar isso
porque você tá surdo
e não me ouve.
A sedução, me escraviza você
Ao fim de tudo você permanece comigo
mas, preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
um abismo maior, nos separa.
Você não tem um nome;
Eu tenho.
Você é um rosto na multidão;
Eu sou o centro das atenções.
Mas a mentira da aparência do que eu sou,
e a mentira da aparência do que você é,
porque eu não sou o teu nome,
e você não é NINGUÉM.
O jogo perigoso que eu pratico aqui,
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia, que nos separa.
E eu quero que você me veja a mim.
Eu me dispo da notícia, e a minha nudez parada,
te denuncia e te espelha.
Eu me delato
Tu me relatas
Eu nos acuso
E confesso por nós.
Assim me livro das palavras
com as quais, você me veste."

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