Hoje pela manhã

6:03 AM Edit This 0 Comments »

De novo venho eu, como de costume, (in)sonolenta e embreagada de cachaça, vomitar a minha reçaca e solidão.
Não pense que é tristeza que carrego, são as flores que a vida me deixa plantar e colher, e cada vez me certifico mais que nada acontece apenas por acontecer.
Em abrigo "desconhecido" me senti em casa, e reconheci outros seres que já faziam parte de mim. Falam que eu confio em todos, mas é que o amor se reconhece no olhar, e se enganada eu estiver, vou descobrir a verdade, e dela desfrutarei a sabedoria. Sem mágoas, nem rancor, tetarei compreender aquilo que você sentia.
E se o pranto me molhar a face, que escorram as lágrimas de felicidade, mesmo que com pingos de melancolia, tenho certeza, o amor nunca acaba quando há cumplicidade.
Mas eu vim aqui pra falar que desde o ínîcio de quem sou, sempre fui eu, mutante de outras porras que se procriaram ao longo da história...mas,agora, como foi eu que sobrevivi, sou eu que causo tragédias e desastres, segundo eles, corrompida pelo espîrito do além.
Agora pensei: "Será que isso é só por eu reconhecer a liberdade? Ou será por vontade de fazer o que nunca lhes foi permitido?"
Pois eu me permito tudo...pois, vai saber o tempo que resta? E se eu perder a oportunidade de comer um bom chocolate, transar no meio do mato com um namorado, ou no meio da rua com algum safado? E se eu fumo maconha, e se eu faço poesia? A hipocrisia é viver o que não se é, e fazer de conta que se é feliz.
Ia falar aqui de recordações minúsculas, da minha vida de algum centimetros, em que acimilar céu e terra era um grande desafio.
Mas minha Grande MOTHER me contou histórias, que sempre me revoltaram, sobre o casamento arranjado, traíções e descumplicidade...e sempre pensei: "Se fosse eu não aguentava"...Mas nunca, nunquinha, tinha pensado: " E se eu fosse meu avô?"
Acho que também não resistiria a vida de marido, com três filhos, uma esposa, e a boemia...e quando senti o gosto da cachaça esquentando a minha língua, refleti: " Se fosse eu também queria"!! E nessas filosofias me dei conta de que o mundo mudou...e que não existem mais homens como o meu Avô...que por mais safado, malandro e mulherengo, me deu sabedoria, numa manhã de primavera verão... que me tirou a culpa de não ser princesinha. Parece que eu ouvi ele me dizer: " Faz aquilo que tu tem vontade, que é pra nunca se arrepender."
E se existe sintonia nas minhas palavras, que elas cheguem eternas ao futuro, em luz, pensamento ou energia...o que eu sentia não surgiu só de mim...mas de várias moléculas desagregadas por aí. Talvéz, de todas as merdas que fizeram, tenham deixado pra mim a missão de transformá-las em abristrações reais; E, sem querer, me deixaram aqui...tentando fugir...mas sabendo do loooongo caminho a seguir!

Vazio

7:14 PM Edit This 0 Comments »

Abri um inquerito para julgar meus sentimentos
mas a justiça do amor não soube identificar
que crime cometeram ao meu coração

Fui sequestrada pelo mostro da solidão
e presa aos meus pés
tento me dasatar das mentiras
das falsidades que vinham me perseguindo

No tribunal falaram
que o único culpado
jamais seria condenado
que eu não podia evitá-lo
que ia ter que me acostumar
a conviver com ele
SOFRIMENTO

Me apresentaram a um assistente
na tentativa de me deixar contente
me acompanhou por algumas quadras
mas logo me deixou em outra companhia
essa bem eu conhecia e dela fugia
mas nunca consegui
ela já fazia parte de mim
quando as coisas não davam certo
eram seus gestos que a dor
fazia aliviar

Sentado na beira do cordão
vi outro coração passar a frente
gritei insistente
mas ele não escutou
caminhava como se tivesse rumo
não era como o meu,
moribundo na rua escura
sem palavras ou versos

Comigo apenas os ratos
os trovões e raios
os palhaços desiludidos
a água da chuva tentava me refrescar
mas o calor na tentativa da força
ainda me fazia suar
aguçando o medo e angustia

Quase tombei na avenida
até que uma moça vestida de branco me segurou
sobre seu ombro me deitou
e me acolheu com uma canção
disse em meu ouvido
para não temer o perigo
que do meu coração ela iria cuidar

suas mãos límpidas e suaves
acariciaram minha face
e adormeci ali,
nos braços da esperança.

Bilhete errado, que foi perdido e encontrado

5:12 PM Edit This 0 Comments »

O bilhete dizia assim:

"Só queria te dizer
que gosto de você
do início da noite
ao amanhecer"

E gostaria de passar
até o outono ao seu lado

É muito tempo?
Será que um amanhecer
não seria o bastante?

Não! Acho que não!
Precisamos de muitas madrugadas
para nos conhecermos

Mas desde que te vi
sabia mais sobre você
do que imaginava

Depois, as madrugadas
seriam para avançarmos no tempo
e nos divertirmos

Mas nem sempre conseguimos
e as vezes seguimos
com os sabor nos lábios
revestidos pela cerveja

(...)

Agora, espero
pela próxima madrugada
pra te contar
que te dei o bilhete errado
que foi encontrado por
outros loucos amantes
Com meus versos
fizeram poesia
que qualquer dia
chegará em ti."

Sanidade

9:28 AM Edit This 0 Comments »

E ser for tudo uma ilusão?
deixa ser, deixa estar...deixa a mente imaginar
bobagens, lisergias, amores incovenientes
deixe que o vento leve, de leve, cada pensamento

Não sei a qual mundo pertenço
e é muita pretenção querer saber
então escrevo meus versos
até o dia amanhecer e dos meus devaneios
tento tirar um pouco de sanidade....porque AMOR
ahh...esse eu tenho de mais!!

Desejo

10:32 AM Edit This 0 Comments »

Quero me masturbar, ter orgasmos alucinantes com as mais loucas fantasias. Gozar...sorrir, me deliciar com a malícia, com o tesão, com a sensação de querer bem.
Hora querendo um, hora todos...horas ninguém, apenas à mim, em meus devaneios, meus papéis, minhas fotos, minhas confusões!!
Olhares provocantes, trovas encantadoras
Deliro, piro, e nem tô, sabe?!! Mas o estranho é que o coração bate, assim, de repente, nem escolho, nem prevejo, ele só palpita aguçando o meu desejo.
E que tesão quando chega perto, que dá um certo arrepio, e deixa só a vontade seguir mais uma dose, roubar um beijo, vê se pode...chorar só pelo desejo.
Aí, essa vontade maluca não sai da minha cabeça. E quando vai chegando perto, quando toca mais desejo desejo desperto. Erótico e romântico, pois que seja pornô, mas o desejo fatal, com ou sem amor.
Tiro de conclusão que daí se procura o prazer...desejo, beijo, esse desejo pelo qual enlouqueço.

Mas quer saber...
por mim tudo bem...satisfaço minha alma...amemmm!!

1:42 AM Edit This 0 Comments »

E vem com essa cara deslavada
me dando flor
não vai pensando que vou cair
nessa cilada
desse tal de amor!

Doce amor

1:01 AM Edit This 0 Comments »


No fundo da sala vazia
encontrei uma poesia
borrada com tinta negra
da ponta da caneta colorida
fiquei com frio na barriga
quando li a primeira letra
e reconheci quem escreveu
meu nome em volta de um coração
era o traço pesado da sua mão
suja do doce que você comeu
e nenhum pedaço me deu
ainda desenhou um chocolate
e como se não bastasse assinou
esse é o seu!

De volta ao conto de fadas...

3:35 AM Edit This 1 Comment »

Volto agora aos jardins de margaridas, de jasmins e de violetas, a beira do lago que refresca minhas lembranças, onde os sorrizos brilham e os sons da esperança são entoados com douçura. Tudo se foi por um tempo, por algum encantamento provocado por doses asquerosas de realidade brutal. Mas ao voltar trago boas novas, trago essencia de rosa e ramos de alecrim, me devolvolveram um pouquinho de inocência e me deram um novo coração. Fiquei um tempo longe, atravessando desertos escuros, tuneis sombrios, vi monstros, bruxas, fantasmas, fiquei assustada e quase desisti, mas ai eu vi que sempre que passava da tempestade alguma criatura encantada me deixava na estrada com um pedacinho de si. Alimentei minha alma com carinho e rizadas, dei a ela um pouco de paz, recebi alimento do vento, que levou embora meu tormento abrindo o céu para que eu pudesse enxergar de novo as constelações. Depois de caminhar sozinha arrecadei harmonia, paciência e perceverança, criei asar de borboleta e fiquei leve como as penas de um beija-flor. Encherguei no horizonte letras e traços distantes, rabiscados em nuvens de algodão, me aproximei de novo da mágia e perdi o medo da fantasia, da qual tentava fugir. Dos amores que despejaram água em minha face fiz trancender a dor, tornei-a força e coragem e ergui um castelo de esplendor. Voltei em nova fase, na minha bagagem uma cesta de maças maduras, um lenço umedecido com choro para regar minhas folhas secas, notas músicais recitadas por querubins, que conduziram meus passos de regresso me aproximando de mim. Voltei como criança, descobrindo de novo o ritimo circular, brincando de ser feliz, rolando nas gramas macias e balançando num galho de árvore. Agora sigo em frente, complacente a renovada, sem dúvidas ou mágoas, tenho somente minhas palavras compondo sentimentos, minhas mãos tecendo mantos dourados pra proteger os corações amargurados. Não tenho mais relógio nem idade, não conto mais as horas para a liberdade, voo por ai despejando felicidade, não tenho mais cidade, país ou religião, não acredito mais nos tambores descompaçados, nas trombetas que anunciam o final, alías não acredito mais em nada que não seja imortal. Eu sou agora a sabedoria, a serenidade do dia, eu sou, eu sou, eu sou....

Acordei

1:01 PM Edit This 0 Comments »

de repente de um sono profundo...
um susto, não estava mais tudo igual
Haviam galáxias coloridas e arco-íris espectrais
Essências soltas no ar puro que respirava...
Eu flutuava.

Vamos deixar claro...

11:44 AM Edit This 1 Comment »
não te quero pra mim




mas isso não impede que eu te ame!!

9:53 AM Edit This 0 Comments »

Esquisitices esquizofrênicas
transparecidas por mentes brilhantes
De onde tiras essas palavras bonitas
cheias de dúvidas e pesadelos constantes?

De livros exóticos, que inspiram os versos
das teorias de Freud, de paralelos convexos

Ratificando em dogmas o que desconhece
como entender a humanidade
se é a tua própria verdade
o que te fere?

Inimiga da pressa

3:37 AM Edit This 1 Comment »

Não quero mais falar de coisas românticas, contos de fadas, tempo e amor. Mas a verdade é mais dura e mais cruel sem uma folha de papel.
Fico cansada dessa pressa, dessas pessoas correndo sem saber pra onde, matando sem saber porque, vivendo apenas por viver.
Não aguento tanta rotina, tanta obrigação sem nexo, essas informações bombardeando o meu cérebro.
Disse mesmo aquele sábio, que caminhamos correndo e esperamos, mas não sabemos pelo que.
Vejo o tempo voar, nem parece que se passaram 24horas.
Precisaria de um trilhão de anos luz para realizar o que quero e ainda assim não conseguiria contar todas as estrelas do universo.
E enquanto o tempo passa fico aqui sendo usurpada pelo trabalho que me sustenta, pela vida mundana que me ostenta.
Daqui a pouco vão estar pendurados num cordão de ouro, e eu estarei flutuando em algum mar de rosas...
Esqueceram de contar que o tempo é feito de arte e que a arte precisa do tempo, e esses andam calmos pelo firmamento.
Em vinte segundos mil carros passam, e tal é lapso que não se pode nem ouvir o canto dos pássaros.
Eu, FORA!! Não abro mão da minha felicidade, não satisfaço as necessidades do mundo, não me corrompo, nem perco a dignidade.
Acho que por isso que falo de flores, de amores, do tempo, porque ele passa, e ninguém viu o sol nascer ou a lua chegar.
Quem lembrou de olhar pro céu? E também como vai lembrar?? Que ingenuidade....
É eu tentei, mas não consigo...vejo o mundo acinzentado...corações partidos, amores calados.
Criei pincel e tinta azul, da cor do céu, violeta igual as flores, verde como as árvores...inventei uns deuses, uns amores, algumas fadas tocando flauta...e viu...já estou sonhando acordada inventando fábulas!!

NO LIMITE POSSÍVEL

3:30 AM Edit This 0 Comments »


"Você não me conhece
Eu tenho que gritar isso
porque você tá surdo
e não me ouve.
A sedução, me escraviza você
Ao fim de tudo você permanece comigo
mas, preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira
um abismo maior, nos separa.
Você não tem um nome;
Eu tenho.
Você é um rosto na multidão;
Eu sou o centro das atenções.
Mas a mentira da aparência do que eu sou,
e a mentira da aparência do que você é,
porque eu não sou o teu nome,
e você não é NINGUÉM.
O jogo perigoso que eu pratico aqui,
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia, que nos separa.
E eu quero que você me veja a mim.
Eu me dispo da notícia, e a minha nudez parada,
te denuncia e te espelha.
Eu me delato
Tu me relatas
Eu nos acuso
E confesso por nós.
Assim me livro das palavras
com as quais, você me veste."

10:29 AM Edit This 0 Comments »

Quando era pequena sempre me perguntavam:
"O que vc quer ser quando crescer?"
Eu respondia:
"Quero ser CRIANÇA"

Ele passou por mim

5:01 PM Edit This 0 Comments »


É, ele passou por mim. Achei que não ia me ver, fui apenas comprar um cigarro, tomar uma coca-cola, depois da longa noite de leros, balada e azaração. Não achei que ele fosse me notar... mas também como não notaria? As vezes acho que me conhece melhor do que eu mesma. No fundo, sim, no fundo eu sabia que ele passaria por mim, ainda mais que nos últimos minutos antes da noite acabar me soaram seu nome, que fez eco no meu pensamento até a hora de acordar. Será que é verdade aquilo que falam...quando pensamos de mais em alguma coisa ela acontece, ou seria a boa e velha SINCRONICIDADE.
Ele passou com o cigarro aceso, me olhou, e eu olhei pra ele. Sabia o trajeto que ele começava, muitos dias acompanhei ele por aquelas estradas, mas desta vez ele estava sozinho, e eu com um desconhecido aos olhos dele. Pra mim ficou claro...o seu coração ficou magoado. Sempre é assim, por isso não queria passar por ele, ele me ama, e eu o amo, mas nossas vidas não podem mais se cruzar. Eis que, entre meus pensamentos já estava partindo, com a minha coca-cola, meu cigarro e minhas lembranças, inclusive a última do olhar fulminante dele penetrando no meu. Confesso, por alguns instantes pensei em ir ao seu encontro, mas o que eu iria dizer? O que ele iria me dizer? Talvez acabasse-mos como antes, dois amantes desiludidos, se entregando ao desejo proibido, à saudade. Ele parou no topo da escada. Sim...ele parou!! Ficou me olhando de longe, me cuidando, achei que poderia vir me 'puxar pelos cabelos', perguntar o que eu estava fazendo ali e vim com seus discursos. E não sei porque sempre que ele veio com esses acessos de preocupação e domínio me senti na obrigação de lhe satisfazer com respostas. Mas não desta vez...desta vez NÃO!!! Fugi do seu olhar, voltei para espiar...mas ele partiu...partiu pensando. Eu sei, pensando em nós. Eu também...

De novo Eros??

4:35 PM Edit This 0 Comments »

Fez a mim, Cupido igual ao que fez a Apólo,
que tinha nas mãos o dominio da serpente.
Tu o desarmas-te Eros, como fez comigo...
Tuas lanças de ouro e de bronze
atingiram mais dois mortais.
O dourado do amor penetrou meu coração
mas o meu amado - fisgado pelo bronze - corre,
como Dafne corria de Apolo.
Se dele me separar Eros, te digo -
assim como Apolo fez com as folhas dos galhos de Dafne,
farei eternas as palavras de quem amo,
tornarei-as livro,canto, melodia,
para que todos sintam um dia a imortalidade do meu amor.

10:06 AM Edit This 0 Comments »

O amor é uma linha tortuosa
entre a tua vontade e a tua necessidade

Amor.
Livro depressivo na beira da praia...
É...eu banco o depressivo!!!

Carta a Francisco

3:46 PM Edit This 0 Comments »

Caro Francisco,

Ah, Francisco, porque não me gerastes junto com todas as outras? Seria tão, tão, tão mais leve existir somente numa canção. Ser, ser, ser uma moça de louça, de éter, divina a dançar no sétimo céu. Não, não, não sei andar sem os pés no chão. Por favor, Francisco, me digas porque não nasci com o talento de ir embora da Rita? Ensina-me a sair de cena destroçando tudo, calando todos os violões e levando comigo tudo que possa significar vida.

Porque tu não me inventas agora? Ainda há tempo, salva-me! Fecha os olhos e busca-me numa madrugada morta ou em meio ao buzinar dos carros engarrafados. Anota meus traços num caderninho. Ou então, se preferires, posso debruçar-me numa janela e, com meus olhos tristes, guardar a dor de todo esse mundo. Já sei, já sei, essa é a Carolina e eu sou apenas real.

Mas, olha, Fancisco, eu não estou pedindo muito, quero apenas ser uma das tuas, ter meu nome entre acordes e tons. Sei que minha sorte será outra e que a sina de tuas mulheres nem sempre é bem estar. Vi o que fizestes com a outra, feita para apanhar e boa de cuspir. E, perdoa-me o atrevimento mas que sina destes à pobre dama, heim, Francisco? Francamente! Não tivestes pena dela? Tenho até medo de ti! E Bárbara, Santo Deus? Porque não construístes um mundo onde o amor delas fosse possível? Que mania de perseguição com essas moças que só fazem padecer em tuas mãos.

Olha, quando a inspiração te alcançar e te inundar de mim, vê se não me jogas entre os leões, viu, Francisco? Pensa numa sorte melhor do que lavar chão numa casa de chá. Faça-me heroína, torna-me efêmera e eterna num paradoxo musical. Eu quero ser somente tua imaginação numa melodia sublime e vagar para todo sempre em rodas de samba, em cantigas de ninar ou no canto sofrido de uma lavadeira.

Com urgência, Eu.

Vou pedir...

1:09 PM Edit This 0 Comments »
para os anjos malabaristas
da ponta das estrelas
que guiem meus passos até em casa.

Ali...

10:23 AM Edit This 0 Comments »

do lado de lá
está quem eu quero...
O ali parece perto,
mas quando olho pra lá sei...
há alguma coisa que nos separa!!

São nesses dias

12:06 AM Edit This 0 Comments »

em que acordo e cumpro meu ritual,
que minha energia se difunde como em um espiral.
E quando vejo provocações é que me ergo, 
não me entrego a esmo aos que querem me derrotar. 

Não sou filha de oxum, nem de iemanjá
mas com a minha fé ninguém acaba 
minha essência é essencialmente minha
e por mais que insistam com essas picuinhas 
ela não vai se esvaiar.

Vai...podem falar!!!

No meu sol tem um manto dourado que não deixa coisa ruim entrar!!!!

10:03 AM Edit This 5 Comments »


Sublime o amor se desenha
se constroí com suavidade
Simples, ele é o que é por sí só
Contorna e engloga o que nele pode caber
Delicadonão tem pressa
e não espera a chama se apagar
pois sempre a alimenta com mágia
Nas folhas de papel ele é colorido
e encontra formas distintas
mas nunca deixa de ser amor.

10:09 AM Edit This 0 Comments »
Ai esse tempo que não me dá tempo nem para ter tempo!!!

Maio

11:40 PM Edit This 0 Comments »

Parece-me que maio é o mês da inspiração...
será que é o outono com ares indefinidos
que agussa os sentidos dos poetas e pensadores?
Constumam dizer que é o mês do casamento, dos amores,
dos dias lindos e noites frias...
vi até um arco-íris sorrir no céu por esses dias!!
Com todas essas proesas não é de dúvidar
deve mesmo ser maio o mês de se fazer poesia
e também de amar!!

Pena que já está no final....

Logo hoje que esqueci de regar as flores...

10:54 PM Edit This 0 Comments »

A chuva encarregou de molhá-las!!

O circo

10:47 PM Edit This 0 Comments »

( Roberto de carvalho - Rita Lee)

Era uma vez um palhaço
Que andava sempre chorando
Por causa da bailarina
Que namorava o trapezista

Nem de pierrot nem de arlecrim 
ela não via graça nele
que se trancava no camarim
até o circo acordar

Dentro do globo da morte
alguém arrisca a vida 
por um minuto de glória
para esquecer toda a tristeza

Um dia a mulher barbada
que era gamada no domador
chamou o mágico e disse
"Faça abracadabra pra virar amor"

Mas nem sempre é possível ter
um final feliz para animar
E lá no meio do picadeiro
o show não pode parar!

Conversa de Vó

9:53 PM Edit This 0 Comments »

Ela sempre me conta histórias, de quando era nova, de sua família, amigos e trapalhadas. Em sua memória um livro cheio de saudades, de amor, e até de uma vontade de mudar um pouquinho o que passou. Emoções transparecidas na força de continuar vivendo...afogada na arte, no tempo, na pele envelhicida, nas lembranças adormecidas. Viveu tanto que agora pode mesmo é ensinar.
A sua pele enrugada, seu carinho suave, aquele cheirinho do colo marterno, o o peito aberto que carrega proteção.Sempre com uma frase daquelas que não damos a mínima e que depois pensamos...'bem que ela me avisou!!'. Ela dá bronca sem dar chingão, passa mão sobre a cabeça, limpa as lágrimas, consola a carência sempre com um lugarzinho do lado direito da cama. 
Ao amanhecer sempre aquela voz...."já está na hora!!"...e na mesa do café, mais umas histórias. Os passarinhos cantando, uma oração e um insenso, aquele medo de deixá-la por tantas horas. Mas no pãozinho molhado no café parece que vejo seus olhos brilharem e é muita felicidade saber que quando eu retornar ali ela vai estar, em sua poltrona, com seu livro, sua novela...pedindo pra eu fechar a janela e alcançar um cobertor. E eu com muito prazer o faço e lhe dou um abraço antes de deitar....e posso dormir tranquila, porque sei que no outro dia vou ouvir ela me chamar!!

1:53 PM Edit This 0 Comments »

Esperança

10:13 AM Edit This 0 Comments »

Desconfiança talvez se resuma ao medo
Mas não há como saber ao certo 
onde vão parar os versos 
as palavras, as promeças

Mudanças e transformações 
acontecem todos os dias
desições e escolhas me acompanham 
nas coisas mais simples 
ou nos pensamentos estranhos

Se um dia errei já ficou para trás
e um novo ciclo está para começar
Se disse coisas que não cumpri 
foi porque fugi da minha verdade
esqueci a minha essência 
e o que era felicidade

E lá vem alguém para me lembrar
que existe algo dentro de mim
que deixei quardado
Apenas num abraço, na presença
olhei para dentro de mim
coisa que não fazia a tempos

Se escorreram lágrimas dos meus olhos
talvez não tenham sido de sofrimento
mas de vontade de sair daquele calabouço
que afugentava meu mundo

Libertei-me das minhas angustias
para acreditar mais em mim
e não exijo que os outros acreditem
eu sou o que sou
e se sei quem eu sou vou longe
e não me esqueço mais de olhar no espelho

Perdi meus medos e desconfianças...
Que aconteçam as etapas que estão na caminhada
E tudo que escolho,
mesmo com erros e acertos
me trará conhecimento
e força para seguir a jornada!!

Passa uma borboleta

10:13 AM Edit This 0 Comments »
(um poema de Alberto Caeiro)
Passa uma borboleta por diante de mim
e pela primeira vez no Universo eu reparo
que as borboletas não tem cor nem movimento
assim como as flores não tem perfume nem cor

A cor é que tem cor nas asas da borboleta
No movimento da borboleta,
o movimento é que se move
O perfume é que tem perfume 
no perfume da flor

A borboleta é apenas borboleta,
e a flor apenas flor!

Por mim...

7:44 PM Edit This 0 Comments »


(resposta a Lucas)

Andando por ai percebi que minha solidão é minha companheira,
no meu ouvido recita poemas,
abre caminhos para os meus dilemas


No escuro quase caí
mas lá no fundo
vi que tudo era fruto
daquilo que construí


E se indecisa e melencólica
ainda sim raciocinando a lógica
busca conhecimento
em diversos espelhos


Se muito amor tenho
divido meu sofrimento
com momentos de alegria


Porque no meu dia vejo as rosas
mas vejo também espinhos
realismo e imaginação
concretizando sonhos
compartilhando emoção


Se dizes que fojes
digo que encaro
se sua alma está sozinha
a minha tem espaço 

somos dois opostos
aparentemente disposto 
a se atrair

Porque no meu sol 
os sonhos são verdades
e o amor a minha arte

Aceito meus defeitos
e não paro de andar
de tantos tombos e tropeços
aprendi a caminhar

Reçaca

10:07 AM Edit This 0 Comments »

A cabeça gira e se atrapalha
entre pensamento e outro
Aí vira louco
que no sufuco
tenta parecer normal

E só lembra lástimas
e lamentavés erros
afim de esquece-los
afoga em copo de vinho

Os discos são os mesmos;
a melodia do vento quando toca as folhas
o choro desafinado
os pingos da garoa

Já não tem opção
está acabando
mais dois passos e cai no chão

Dorme, nem vê 
Outro dia que chegou
finge não ter tristezas
para não desapontar
o sol que raiou.

8:02 AM Edit This 0 Comments »

Que jeito esse de viver a vida...
enquando durmo a cidade amanhece
sonho - vivo - sonho
já não sei a diferença
talvez eu queira viver um sonho
mas veja a contradição
a vida não me permite!!!

Conversas viram poesia

9:52 AM Edit This 0 Comments »
(Adorei Lucas...nossas conversas viraram poesia!!!)
As poesias tb já, mt, me fizeram chorar
na cidade grande, sem saber, um irmão me deu esse espelho
dispensei todo tipo de lenço e de conselho
e me postei mais a ver a flor da vida desabrochar

se hoje ouço meia poesia que me recitas
é pq nem poemas nem becos me cegaram
de forma, talvez não torta, aprendi ralando 'las rodijas'
que a escuridão é que nos abre as pupilas

ariano imediatista e apressado
cansado de 'procurar', fiquei sentado
e pela primeira que vez 'encontrei' o cara aqui dentro
que contente com o feito me deu de bandeja toda força e alento

desde então, abro bem os olhos na escuridão
fecho o coração pra tanta emoção
provavelmente criada por um publicitário
para nos cegar misturando as cartas do baralho

e quando deveriamos nos desfazer do pensamento
ele acaba sendo nossa próxima cartada
assim a alma fica bem pra lá, tão coitada
e o coração, o amor, acaba bolorento

eu sou eu sou eu sou quem há aqui dentro e nada mais
bloqueandor de demasias sentimentais
fatores externos: é ilusão me abater
indecisão e melancolia, com meu sol nada tem a ver


quanto ao equilíbrio nesse circo
não me apego à exatidão da geometria
pendendo hora pra cá, hora pra lá
é que aprendo a andar nos passos da alegria

e de realidades inventadas
verdades aumentadas
mentiras veracidadas:
os momentos são nossas estradas

tudo isso pode existir
aqui só não se pode fugir
difícil é não aprender
e é difícil sem compreender

podemos andar de tênis, chinelo, ou descalço
só não podemos não andar
é em movimento, mesmo em descompasso
que a gente trilha a SI encontrar

Me disseram...

10:18 AM Edit This 1 Comment »


- Vê se pare de sonhar
e vá viver!

Mas como viver sem sonhar
se no sonho posso fazer mágica
viver no paraíso
e acordar sorrindo?

Olha lá...

10:03 AM Edit This 1 Comment »


O passarinho batendo asas...
a bailarina dançando valsa
a borboleta colhendo rosas

Olha lá...
 a moça de vertido colorido
o pôr-do-sol no infinito
o dia que já vai indo

Olha lá...
uma caichoeira dourada
estrelas dando rizada
o reflexo na água

Olha lá....
as fadas cantando
as flautas tocando
o tambor embalando
o ritmo do universo

Olha lá...
o menino escrevendo versos
o palhaço do avesso
o fim do começo.

Ética

11:34 AM Edit This 0 Comments »
Moral               Amoral
Anormal           Normal
Ético                 Antiético
Crente              Cético
Costume           Acostumado
Consiênte         Desgovernado
Político              Professor
Governado       Governador
E eu                   quem sou
Social                 Psicológico
O tempo            Virou dinheiro

  E o mundo está um caos!!

Mentiras e declarações

9:55 AM Edit This 0 Comments »

Por que você não me acompanha?
Não te peço para andar de mãos dadas
apenas para caminhar ao meu lado.

Será que perdi a chance desse amor?
Ou será que nunca a tive?

Você cruzou o meu caminho
e continua cruzando
Agora sou eu que tento fugir
Mas para onde olho
lá está você...

Somos iguais...
em tempo espaço e relacionamento
Um homem de muita mulheres
e uma mulher de muitos amores

Será que daria certo
a conjugação do nosso verbo?

Você me viu pela primeira vez
e não foi como me vê agora
e eu também

Mas sei que nestas proesas
não existe conhecidencia.

Sonhei contigo essa noite
e isso nunca tinha acontecido
Acordei suando
com o corpo em arrepios

Somos falsos amantes
de medos e mentiras
de inspirações e pirações
de um intenso frenesi

Se você não gosta de mim
gosto menos ainda de ti
Mas se quizer gostar
me acompanhe
porque saberei te amar!! 

Reflexões de depressão pós vodka

2:05 PM Edit This 1 Comment »


Não só isso que vocês veem quando passam por mim nas esquinas dessa vida louca,
não sou apenas um rostinho bonito na multidão,
e uma cabeça cheia de bobagens.
Não sou isso que tenho sido, e não é assim que quero ser.
Agora, só me veem, não me enxergam, sou invisível por minhas atitudes.
Mas eu que as escolhi...agora guenta!!
Eu choro, mesmo sabendo que não adinta.
QUERO MUDAR...ME QUERO DE VOLTA!!!
Quero começar tudo de novode onde parou,
fingir que tive um pesadelo e que agora só tenho sonhos bons.
Porque as pessoas que eu amava passaram a me despresar,
as pessoas que em mim confiavam, desconfiam de onde eu vá estar.
Eu mesma que acreditava em mim já não sei onde vim parar.
Dói essa angustia, pensar que foi isso que fiz comigo, que deixei chegar a esse estado de putefração sentimental. 
Se adiantasse se arrepender...
Só quero ser quem eu sou, sem essa máscara que me cobre,
esse escudo que me esconde e essa espada que me apunhala!! 

Não vale a pena

8:48 PM Edit This 0 Comments »

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

Que é uma pena
Mas você não vale a pena

Mesmice

7:47 PM Edit This 0 Comments »

Realmente nada muda...
sempre a mesma baboseira
tentativas improdutivas
de mudanças não concretizadas

Onde vão parar essas mentes brilhantes
que se desgastam com drogas insignificantes??
Onde vão parar esses corações apaixonados
que a cada dia parecem ficar mais amargos?!!

Segue igual tudo que quizemos fazer diferente
e para frente só vejo o tempo passar
eu...aqui estou...parada no mesmo lugar!!

É hoje

8:32 PM Edit This 0 Comments »

É hoje o dia
de ontem de hoje e de amanhã!!
Até a meia noite
o tempo esconde
a lua cheia que a noite trás!

Contar o tempo
ás horas
tudo vai..
tudo volta!!

É hoje o dia
do ontem, do hoje e do amanhã!!

Purificação

9:23 AM Edit This 0 Comments »

Não que fosse tristeza
apenas vontade de chorar...
A lua abençoou a noite
a água purificou os corpos
Não que as lágrimas tenham surgido
Salgadas, apenas as gotas do mar
que escorrem dos cabelos molhados
No escuro o silêncio
confortou a alma
A vela acendeu a chama
chamada inspiração
Coberta de alegria
com o manto sagrado
(cor de violeta)
que no tempo foi encontrado
É tudo mágia, feitiço, bruxaria
Tudo que o tempo não consegue explicar!!


É isso...Nada além de lusão

6:48 PM Edit This 0 Comments »


(Nada Além de Osvaldo Silva 1938, um dos grandes sucessos da época)

Dizemos...

6:26 PM Edit This 0 Comments »

besteiras e coisas tolas
colocamos rizadas e lágrimas
em pedaços de papel...

Apenas sensações de almas perdida
de corações carentes
de loucuras inconscientes.

Juras e promessas
que jamais serão cumpridas
discordancias entre dois lados iguais
conflitos de existência
em palavras banais.

Corpos suados
mentes cançadas
tudo virou poeira
espalhada pelo ar...

Nada além

12:41 AM Edit This 0 Comments »

Passo a passo a plenitude ocupa os versos a procura da serenidade
mas há loucuras que não se explicam por escritos
Há traumas que passam, porém, desgastam o coração
Fulga, mergulho em palavras, escrevo com o sol
Busco do amor novas artes, novo engenho, NOVA VIDA!

Dificuldades superaveis, em dias fortalecem o desespero.
Lentos e flexíveis, somos quem somos...nada além!
Impulsionados, quebra-cabeças,
nossas peças por todos lados!

Cada qual com seu qualquer,
com seu momento,
voz, motivo e pensamento.
Cada com suas decisões,
com seu socego e suas percepções!!

"Talvez...

11:03 PM Edit This 1 Comment »

...eu não seja nada além do que intocável fumaça no ar. Efêmera como a flor que murcha no altar. Talvez eu exista somente pelo tempo de uma oração. Alimentando-me de olhares famintos por atenção. Talvez, ao contrário, eu seja o perfume que fica quando o corpo se vai. O líquido preso ao copo que cai. Talvez, ainda, o vermelho da paixão. Que desbota com o tempo manchando a r)elação. Talvez eu me resuma ao ritmo, ao rito ou à própria oferenda. Da saia, somente a renda..."(Paula Taitelbaum

Simplismente amor

12:31 AM Edit This 0 Comments »

Me divirto com as tuas histórias
as palavras repetidas...
As músicas que tu cantas
tocam meu coração.
As poesias que desabafas...
...ah...eu posso sentí-las

Me arrepio, rio
choro e nem sei porque
não por você
de você
de nós

É essa magnitude que nos envolve
Que te atraí para mim
Que me recorda a pureza 
de um estranho amor.
E amo... simplismente por amar!!!



Fragmento

10:09 AM Edit This 0 Comments »


" (...) Faço discretamente coisas loucas; sou a única testemunha de minha loucura. O que o amor desnuda em mim é a energia. Tudo que faço tem um sentido (posso pois viver, sem gemer), mas esse sentido é uma finalidade inapreensível: nada mais é do que o sentido da minha força. (...)"
Fragmentos de um discurso amoroso - BARTES, Roland - 1977 (Fragmento sobre o Intratável)

Sexo frágil...

9:05 AM Edit This 0 Comments »

assim chamam as gazelas e moçoilas
dizem que são sensíveis
choronas, um pouco tolas

assim chamam...sexo frágil
tão frágil que enfrenta a dor do parto
cinco dias de mau humor
preconceitos e desfeitos

assim chamam Joana Darc
Frida Callo e tantas outras guerreiras
Aquelas que além da luta
foram mulheres, amantes, mães
e mais milhares de coisas que o outro sexo muitas vezes não venceu.

Mas são o sexo frágil,
aquele que quebra a unha,
que sofre por amor
que enfrenta a dor de cabeça erguida
e não baixa a cabeça mesmo que nela existam tentas preocupações

Aquele que aprende errando
que levanta do tombo
e segue caminhando

Sexo frágil,
brigou por espaço
fui fundo por um ideal


Vamos...

10:17 AM Edit This 0 Comments »

...plantar uma árvore,
escrever um livro,
viajar sem rumo
escutando Beatles 
e comendo chocolate??

Minutos Finais

9:48 PM Edit This 0 Comments »
 Há quanto tempo ando sem saber por quê? Meus motivos são mais fortes que meu próprio viver. Dentro do céu da terra e do mar, sou eu quem caminha, quem sem rumo segue  a trilha de um infinito desconhecer.

   E ao cair da madrugada pensamentos, suspiros e frases recitadas, com o único propósito de não fazer pouco caso dos sentimentos sólidos que desconheço em mim. Busco causas e respostas dentro de um copo que transborda máguas e lágrimas que ainda tento entender. E pouco tempo me resta, tremo, e me soa a testa, estou perto do fim!

   Há quanto tempo estou aqui, estou na espera? Espero a hora que, quimera, algo possa me levar. Falo com anjos imaginários que falam de "contos do vigário" aos quais me resta acreditar. Tenho as folhas espalhadas, meus rabiscos e trepadas dos quais insisto em recordar. Me sobrou a luz da lua, o som do vento na rua e a tristeza que me apavora.

   A quanto tempo me descobri? Por que não saio daqui? Se tanto caminho por que não chego? Onde ir?

   Sou um pássaro encarcerado, bato as asas desesperado com vontade de voar, mas por mais que tente, e tento, não saio do mesmo lugar.

   Agora menos ainda me resta, apenas minutos de cesta, dos quais eu temo não voltar. A quanto tempo me castigam, por mim mesma me desanimam, me roubam forças que carrego com o luar. Já nem sinto fome, e meu suicídio se dá por nomes que nem sei onde colocar.

   Estou indo, já sei, falo de mais, e minha morte é apenas algo que todos deixaram para trás. Inclusive eu que ressucitarei, que das cinzas e dos medos me reconstruirei. Meus caminhos não acabam, há quanto tempo eu os guardo? Nas caixas, nos cantos e no passado.
E passo despercebida quando deixo essa vida e vejo poucos por mim chorar.

   Agora, digo: -Adeus!- e o meu pranto se equivale a imensa vontade de ser um Deus. E das frases mal escritas, das noites mal dormidas, da esperança pouco dita levo somente o que era meu.

   Agora já não existo, sou igual a pedaços de vidro que nada fazem se não cortar. Corto o mau pela raíz, ouço tudo que ele diz, e diz ele que assim não terei mais poque chorar!

Sabedoria

8:57 AM Edit This 0 Comments »

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no Himalaya, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe:
— Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente saudades dos seus companheiros?
— É que quando estou perto de você, não sinto falta de nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos, apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não peça para mandá-los embora, pois são como crianças e sabem o quanto lhe amo.
— Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação.
Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde sentava para meditar. E sabia que fora pela meditação que conseguiu se transformar em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para meditar. Feliz, coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos companheiros. Mas não podemos nos esquecer de que quando Shiva medita, é impossível despertá-lo. E foi isso que aconteceu. Muito tempo se passou quando, finalmente, Shiva levantou-se da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito. E não ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E, no tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati. Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho enquanto Ganapati se mantinha perto do portão, aguardando sua mãe. Nesse instante, um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do portão.
Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. “Será que esta casa linda era mesmo a sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?”
— Deixe-me entrar! — disse Shiva, impaciente e descortês.
— Não — respondeu Ganapati — você não pode entrar!
Empurrando o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua mãe estava tomando banho, e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele correu e se postou à porta, de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras, e seu terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo, e em segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão. Ouvindo vozes e gritos, Parvati apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta, viu horrorizada o corpo do filho estendido sem cabeça; e em sua frente, o marido, que há tanto se fazia ausente. Shiva corre para abraçá-la; e ela, desviando-se do abraço, chora amargamente.
— Mas o que você fez? O que você fez? — Ela repetia, torcendo as mãos em desespero. — Este era o seu filho, e você o destruiu!
Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:
— Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado. Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:
— Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça?
Shiva tentou da melhor forma que podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já estava feito. E Parvati chorava muito… Então Shiva teve uma idéia: capturar o primeiro animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati; e naquele momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.
Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria. Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram a Parvati que perdoasse Shiva, pois ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o amariam pelo que ele era. Brahma prosseguiu:
— Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura.
Acrescenta, Vishnu: — Será o Deus que removerá todos os obstáculos, e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as novas empresas.
E foi assim que tudo aconteceu…

Queria dormir...

7:43 AM Edit This 0 Comments »

Perdi o sono
chamei por ti
chorei angustias, lamentações,
pesadelos que continuaram existindo
depois que acordei

Revirei os lençois,
me virei com o travesseiro
Deitei no chão
olhei as estrelas

Queria o escuro,
mas o sol já batia forte
Tentei fugir,
correr,
fingir que não existia

Mas o tempo não parou
a noite não voltou
E mais um dia
encarei
o que sempre parece igual.

Me falaram...

9:09 PM Edit This 0 Comments »
... de umas coisas sem sentido
fiquei me perguntando...onde fica o pé do ouvido??

Legado- de Lya Luft

5:06 PM Edit This 0 Comments »

Eu quero o delírio.
Eu sou assim.
Não pretendo a integração, mas a abertura e a busca.
Encontrar pode ser impossível ou desinteressante.
Quero o pressentimento: comprimir a tela do computador e explodir o ponto e arquear o contorno varando os limites que a vida há de preencher e o sonho tornará possível.

Quero o delírio que faça as utopias virem sentar-se
na minha varanda e escrever no meu computador
quando a Razão estiver cansada,
quando a técnica parecer frívola,
ou quando eu estiver descrente.
Posso lhes dizer que somos muitos: em cada um de nós outros esperam apenas o momento de saltar fora,
tirar a máscara e revelar o que talvez nos amedronte.
E diremos: - Mas isso, isso aí, também sou eu?


Preciso admitir que a ambivalência nos salva de morrermos na poeira da mesmice. Também admito que seria mais fácil ser sempre o mesmo, seria mais doce levantar a cada manhã sem o conflito e morrer enfim sem ter jamais duvidado.
Mas não é tão simples. Desculpem mas não somos só isso.
Posso falar por mim ao menos, esta que escreve de um jeito e vive de outro, pensa de um modo mas faz diferente, tendo a marca da incoerência na testa e no coração a miragem da explicação para todos os desencontros.

Escuto o meu interior, onde personagens e narrativas aguardam que eu lhes confira a sua falsa realidade. Não falo de personagens e frases apenas, mas da consciência que procura motivo e sentido.
Estou bem acompanhada, comigo estão meus irmãos, gente da minha raça, todos os que entendem que inventar ou constatar não faz a menor diferença. Somos os doidos, os palhaços, os atores de nossa própria vida: escrevemos com sangue - nas paredes, nas páginas e nas telas dos computadores: tudo só existe na medida em que o tiramos das nossa tripas e parimos do Nosso Sonho.

Mas também sou uma mulher do meu tempo, e dele
quero dar testemunho do jeito que posso: na elaboração das minhas fantasias, mas igualmente escrevendo sobre a dor e perplexidade, sobre a doença e a morte, a palavra na hora errada e o silêncio na hora em que teria sido melhor falar - mas a gente não sabia.
E escrevo sobre sermos responsáveis e inocentes
em relação ao que acontece e ao Legado que deixamos. A ambivalência que atormenta, por outro lado levanta a poeira da resignação - e faz aparecer o nosso rosto.
E nos salva.